Brunno Giancoli, Professor
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Brunno Giancoli

São Paulo (SP)

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Consultor de desenvolvimento de negócios e Startups | Professor de Carreira & Gestão na Universidade Presbiteriana Mackenzie | Co-CEO da Mangos Credit

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Guilherme De Martin Ramos da Fonseca, Advogado
Guilherme De Martin Ramos da Fonseca
Comentário · há 10 anos
Note Jean, a sua exemplificação não se encaixa com o descrito em relação à responsabilidade civil da empresa haja vista tratar-se de mal sofrido em relação à falhas de segurança pública (um assalto na rua) fato que não pode ser controlado pela empresa, ou seja, que sai da esfera de controle da empresa, desta forma não podendo esta ser responsabilizada.

No entanto, no caso em comento, tratando-se de aplicativo criado pela empresa e, levando-se em consideração que este aplicativo posiciona os monstrinhos virtuais em local de evidente perigo, exemplos: no meio de uma avenida movimentada, dentro de um rio ou lago, obviamente a responsabilidade objetiva da empresa restará caracterizada porque esta deveria cuidar para que os tais Pokemons jamais surgissem ou estivessem posicionados em áreas de evidente risco de acidentes fatais.

Trago abaixo uma matéria onde claramente a morte de um menor foi incentivada, fomentada pela suposta existência de um monstrinho desses em um local obviamente perigoso. Note portanto que, comprovado haver um "Pokemon" em local em que a presença humana traga risco à incolumidade física da pessoa a responsabilidade da desenvolvedora do jogo será objetiva, pois deveria cuidar para que seus monstrinhos virtuais não estivessem ou não aparecessem em nenhum local onde haja evidente risco de se colocar uma pessoa, exemplos: no meio de uma avenida movimentada, dentro de cursos d´água, próximo à caldeiras fornos industriais, etc, ou seja, locais em que obviamente é perigoso para uma pessoa se colocar.

Matéria Exemplo mencionada:

Criança de 9 anos morreu após tentar capturar pokémon dentro de rio em Imbé, no Rio Grande do Sul

O corpo de uma criança de 9 anos foi achado no rio Tramandaí, na cidade de Imbé (RS), na noite desta segunda-feira (8). De acordo com a polícia, o menino, identificado como Arthur Bobsin, caiu na água e se afogou ao tentar capturar um pokémon no game "Pokémon GO". As informações são do G1.
Ao lado de um amigo, Arthur teria ido até um terreno baldio por volta das 15h de ontem para pegar um barco usado por pescadores da região. Ao entrarem no rio Tramandaí, a embarcação virou e os dois se afogaram. O colega do menino de 9 anos, no entanto, conseguiu se salvar.
A polícia informou que os garotos articularam toda a ação sem a presença de um adulto. A procura pelo corpo de Arthur começou horas após o episódio e foi suspensa no início da noite. Às 20h, com a retomada das buscas, o corpo foi localizado por funcionários da Transpetro, que auxiliavam as autoridades.
O colega de Arthur confirmou à polícia a ida dos dois ao rio para a captura dos monstrinhos do game. O caso foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento de Tramandaí, no litoral do Rio Grande do Sul, e a investigação será conduzida pela Polícia Civil de Imbé.
Pokémon GO
O game, desenvolvido pela Niantic em parceria com a Pokémon Company, permite que usuários explorem uma versão do mundo real na qual monstrinhos estão escondidos por todos os lados. Trata-se de uma experiência de realidade aumentada: enquanto anda por um parque, por exemplo, um jogador pode encontrar, lutar contra e capturar um Bulbasaur.

Fontes:
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/08/criança-morre-ao-tentar-capturar-pokemons-no-rio-tramandai-no-rs.html

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2016/08/09/menino-de-9-anos-morre-ao-tentar-cacar-pokemon-no-rs.htm
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